domingo, 1 de setembro de 2013

ÒSÚMARÈ ARAKÁ – A Misteriosa Divindade do Panteão Yorubá



A ORIGEM DO CULTO

Em pleno Século XXI, a origem exata do culto a esta magnífica Divindade, ainda continua na obscuridade. As controvérsias, ocorrem devido a sua semelhança sem igual com Dan Ayido Wedo, um Vodun originário da região Mahi, no antigo Dahomé, atual República Federal do Benim. Alguns religiosos afirmam que se trata de uma Divindade do Panteão Ewe Fon que foi agregada a Religião dos Yorubá. As semelhanças entre o Vodun Dan e Òsúmarè Araká chegam a ser impressionantes, muitos chegam a acreditar que trata-se de uma única Divindade venerada em culturas distintas. Ao que se sabe existia apenas um Templo dedicado à Òsúmarè em Ofia, uma antiga Cidade de Kétou, hoje região fronteiriça entre a Nigéria e a República do Benim. Entretanto, O Corpo Literário de Ifá, menciona que Òsúmarè emanado do próprio Criador Olódùmarè no òrún em Òfún Méjì, realiza seu Isalàiyé no Odù Ìròsùn Méjì, onde este ultimo, apenas relata que esta Divindade veio de um longinquo lugar, afim de fazer uma adivinhação ao Óòni de Ifè, no caso Odùdúwà. Por esta razão, muito acreditam que Olúorógbo, filho de Mòrimi, seja Òsúmarè, por ser uma divindade que ostentava o poder de manipular os ciclos da chuva, explicam então, que a origem do culto de Òsúmarè foi em Ilé Ifè.


A ETIMOLOGIA

O nome Òsúmarè Araká não é de fácil interpretação, para isso deveremos desmembrá-lo com cautela, afim de não alterar seu verdadeiro significado.

Ò – pronome pessoal reto, significa “ele”, no sentido de “aquele”; sú – verbo de ligação, significa “estar escuro ou nublado”, no sentido de “olhar nas nuvens escuras, tornar-se escuro”, aqui as nuvens escuras tem o sentido de “carregadas de água”; ma – advérbio, que significa “deveras, com efeito, muito”, dentro do contexto religioso tem a conotação de “criar a chuva” e rè – que significa “estabilidade da força de realização, o poder de manter a estabilidade do que nasce, cresce, reproduz-se e morre”. O conceito do sufixo marè está perfeitamente identificado com o poder de Olódumarè, pode ser interpretada como: "Aquele que tem autoridade sobre tudo o que há no céu e na terra, O Ser incomparável, Aquele que é absolutamente perfeito, Supremo em qualidades". O vocábulo marè é o significado de Deus dentro da Religião dos Yorubá como força física de realização.

Ara – substantivo, que significa “corpo, membro, tronco” e ká – advérbio, que significa “ em volta de, em círculo”, que tem o sentido de “corpo em forma de círculo” o que justifica uma das representações desta Divindade em ferro forjado “A Serpente mordendo a sua própria cauda, formando assim um círculo fechado”. A título documental, pesquisem a respeito da Serpente Uroboros, que exerce importante papel nas ciências herméticas; ela simboliza a vida universal, a força que pões essa vida em movimento.

A expressão Òsúmarè Araká pode ser interpretada como “Aquele com o corpo em forma de círculo, que possui a qualidade de trazer a chuva”.


OS ATRIBUTOS

Seus atributos não são fáceis de serem definidos, pois são múltiplos. O poder de realização, outorgado por Olódumarè e sustentado através de Òsúmarè pelos ciclos em que se operam cada etapa de transformações inerentes ao ritmo da vida, em seu movimento bipolar de fluxo e refluxo, afim de preservar e garantir a continuidade da existência na Terra. Atribuiu-lhe a função de dar mobilidade a todos os seres da Terra, representando a coluna vertebral, nos seres mais desenvolvidos. Divindade da transformação, do movimento continuo e da harmonia do Universo. Através de seu “corpo circular” envolve a Terra, unindo os hemisférios Norte e Sul, enrolando-se em torna da Terra em formação, possibilitou que a Terra se juntasse. Os mitos relatam que após a Terra ter sido criada, Òsúmarè com seu corpo gigantesco em forma de Erè òjòlá – (Python sebae – Píton africana) percorreu grandes distancias, andanças essas, que traçou sulcos na terra, formando o leito de rios que desembocam no mar. E vales que ele mesmo escavou muito antes do nascimento dos homens. Em sua obra, grandes extensões de terra foram irrigadas e fertilizadas. No plano material, seu papel no mundo dos mortais consiste em garantir a regularidade das forças produtoras de movimento. Preside a todos os movimentos da matéria, mas não se identifica obrigatoriamente com aquilo que é móvel. Representa o máximo poder em um movimento por excelência, que Òsúmarè tem por missão sustentar. As sinuosidades de Òsúmarè em torno da Terra não é imóvel, este gira em torno da Terra. “Desse modo, ele põe em movimento os corpos celestes. Sua natureza é o movimento.

A CHUVA
Òsúmarè ostenta o título de Olóòjo “O Senhor das Chuvas” e Olóomi-òjo “O Senhor das águas da chuva; a Divindade do Frescor. O primeiro àkúnbò – dilúvio, inundação trazido ao mundo por Òsúmarè nasce no Odù Òtùrùkpón Méjì:

Òsúmarè O dé igbó kùn bi òjo !

Òsúmarè chega a floresta e faz barulho de chuva !

Òsúmarè Ilè líbi jin òjo !

Òsúmarè faz a chuva cair na Terra !

juntamente com o ewé tètèrègún (Costus afer – cana-de-macaco):


ewé tètèrègún
òjo gb'omi wá ó
tètèrègún
òjo gb'omi wá ó e jòwó
E ! tètèrègún
chuva traz a água
tètèrègún
chuva traz a água, por favor.
Os mitos relatam que Òsúmarè foi incumbido de retornar a água ao céu, porém, este fenômeno meteorológico que consiste na precipitação de água no estado líquido sobre a superfície da Terra, não depende única e exclusivamente à Òsúmarè e sim em conjunto com sua esposa denominada de Ijòkú – A Serpente da Morte, a Deusa do Arco-Íris das águas doces, à semelhança de seu marido, é simbolizada pela cobra.

Okó Ijòkú dúdu ojú e a fi wo ran !
Esposo de Ijòkú que observa as coisas com seu olho negro !
Seu olho negro contempla as coisas !

Sua esposa tem a tarefa de realizar o fenômeno de evaporação das águas do planeta, e a concentração de chuva nas nuvens. Òsúmarè decide se estas devem ou não atingir o solo. Nem todas as chuvas atingem o solo, algumas evaporam-se enquanto estão ainda a cair, num fenômeno que recebe o nome de virga e acontece principalmente em períodos e locais de ar seco. Sabemos que a chuva tem papel importante no ciclo hidrológico, além de fertilizar a terra, gerando todas as riquezas que ele pode nos proporcionar. A Terra molhada é muito importante na concepção religiosa africana, pois representa a fecundação. Sem isso, não poderia haver evolução e renovação da natureza. Em seus ritos litúrgicos um dos componentes importantes é a água da chuva recolhida enquanto o noviço a ser iniciado e consagrado a esta Divindade estiver nos espaços delimitados do Terreiro. A água é considerada a Dona da Vida, mas como tudo tem seu lado oposto, pode ser considerada também como Dona da Morte, quando as águas do céu, apresentam seu lado maléfico. Muitos religiosos acreditam que esse fator se de ao fato de Ijòkú punir os habitantes da Terra, talvez esto faça jus ao seu nome.

O ARCO ÍRIS

A aliança entre o céu e a Terra foi estabelecida através do arco-íris, onde Òsúmarè revela para o mundo seu arco multicolorido. O arco-íris, também chamado arco-celeste, arco-da-aliança, arco-da-chuva ou arco-da-velha é um fenômeno óptico e metereológico que separa a luz do sol em seu espectro contínuo quando o sol brilha sobre gotas de chuva. O efeito do arco-íris pode ser observado sempre que existir gotas de água no ar e a luz do sol estiver brilhando acima do observador em uma baixa altitude ou ângulo. O mais espetacular arco-íris aparece quando metade do céu ainda está escuro com nuvens de chuva e o observador está em um local com céu claro. Outro local comum para vermos o arco-íris é perto de cachoeiras, o habitar preferido e “onde nasce um dos maiores segredos de Òsúmarè”. O arco-íris é frequentemente associado à uma gigantesca cobra celeste. Quando Òsúmarè e Ijòkú aparecem em forma de arco-íris, “o macho é a parte vermelha, a fêmea, a parte azul. As cores escuras pertencem a ele e as cores claras à sua esposa. Além do arco-íris do sol, Òsúmarè e Ijòkú também mostra suas cores ao redor da lua, em alguns dias do ano. Nessa noite, em que a lua exibe sua aureola colorida, principalmente em dia de Lua Cheia – Òsúpà-akúnyà é o momento propicio para se realizar um dos maiores “preceitos” para Òsúmarè relacionados a vida financeira e bem estar.

O EMBLEMA RITUALÍSTICO

Um de suas principais representações, consiste em uma ferramenta de ferro forjado em formato de um tronco de árvore com folhas, simbolizando a árvore sagrada Akòko (Newbouldia laevis) uma árvore mítica que sustenta e atravessa os nove espaços do òrun.
Òsúmarè a gbe òrun li ara ira !
Òsúmarè permanece no òrun que ele atravessa com seu corpo !
Em algumas linhagens, este tronco representa outra árvore sagrada Ìrókò (Chlorophora excelsa) o que de certa forma não estaria incorreto, pois sabemos que é a arvore cuja a copa bate a porta do òrun.
Neste tronco, encontramos duas serpentes enroladas que simbolizam o casal mítico Òsúmarè – Ijòkú. Tudo “acomodado” em uma grande panela de barro, forrada com areia de rio, devidamente preparada com seus segredos ritualísticos para esta finalidade e outros apetrechos. A areia-de-rio ou areia-de-goma, utilizada em seus rituais, são a representação de suas escamas e de sua pele depositada nos leitos dos rios, em tempos remotos, quando a Serpente rastejava no chão, traçando os cursos d'água.
Esta representação em ferro forjado tem um duplo aspecto, masculino e feminino. No entanto mais do que um par, é uno e possui dupla natureza. Juntos sustentam o mundo enrolados em um espiral em volta da Terra, que a preservam da desintegração. Um não pode viver sem o outro, se enfraquecem, seria o fim do mundo. Tudo que se oferecer à Òsúmarè, deverá ser oferecido em contrapartida à sua esposa Ijòkú. Este é o verdadeiro mistério de se oferecer casal de animais a esta Divindade, o que leva a interpretação errônea de afirmar que Òsúmarè seja andrógino ou como dizem o povo-de-santo “seis meses homem, seis meses mulher”. O mito de transformação deste casal mítico em serpentes e mesmo em arco-íris é muito reputada entre os animistas, mas abominam a metamorfose feminina de Òsúmarè.
Os búzios denominados entre o povo-de-santo de Owó-eyo representam opulência e poder, pois na antiguidade eram usados como dinheiro ou moeda corrente. Estes por sua vez, estão presente em grandes quantidades em seus assentamentos, vestimentas, adornos e utilizados por seus sacerdotes em formas de colares denominados de brajá – nestes colares, o modo de como os cauris são enfiados, evoca as escamas de uma serpente. A quantidade de búzios, significa que esta divindade é portadora de riqueza e fortuna. Os mitos relatam que Òsúmarè enriqueceu manipulando seu oráculo e fazendo adivinhação para as mais importantes figuras históricas do povo Yorubá.

Araká do bò òrun ki lo da dé owó
Òsúmarè O !
Òsúmarè está chegando do òrun coberto de búzios !

Nesta frase de um dos mais conhecidos cânticos desta divindade, enxergamos nele o Deus da Prosperidade.

OFERENDAS E SACRIFÍCIOS
A esta divindade são ofertados: Òbúko (bode), àkúko ati adie (galo e galinha), etu (casal de galinha-de-angola), pépeiye nlá (casal de gansos africano), alábahun (tartaruga d'água), obí (noz-de-cola), orógbó (fruto amargo), epo (azeite-de-dendê), oiyn (mel-de-abelha) e otí-àgbàdo (bebida fermentada de milho).
Em sua culinária ritualística (ilé-ìdáná), seus principais pratos são preparados a base de massa de milho branco (èkò ati àgidí), batata-doce (kúkúndùnkún), inhame-da-costa (isu), milho-de-galinha (àgbàdo), feijão fradinho (éwà ere). Seus temperos básicos são uma mistura de cebola ralada (àlùbósà), camarão triturado (edé) e azeite-de-dendê (epo) . Em alguns de seus pratos somente acompanha o mel-de-abelha (oiyn), enquanto em outros a raiz-de-gengibre (atalè) é adicionada. Um mito relata que “o excremento da serpente, transformava os grãos de milho em búzios”, trata-se de uma metáfora da qual nos revela que “se oferecermos milho à Òsúmarè receberemos em troca riqueza e prosperidade”.
A maior parte de suas folhas sagradas, consistem em: folhas trepadeiras e cipós, denominados no grupo das ewé àfòmon e as folhas rasteiras no grupo das ewé kékere. A cabaça (igbá), sobre tudo as de tamanho menores, são muito utilizadas em seus ritos litúrgicos, principalmente como complementos do obí e orógbó durante a consulta adivinhatória.
Òsúmarè é uma Divindade merecedora de culto, pois representa os antepassados muitos distantes cujos nomes foram esquecidos e sobretudo, em sua tarefa de preservar o mundo, Òsúmarè é considerado um servidor universal. Por si próprio nada faz, mas sem ele nada pode ser feito.

Texto de Baba Guido
http://www.facebook.com/babaguido.egbebiaro

Àwọn Ìyámi Àjẹ́ – Minhas Mães Feiticeiras

Àjẹ́ é como são conhecidas as feiticeiras em território Ioruba (Nigéria), também chamadas de Ẹlẹ́yẹ (Senhora do Pássaro) e “carinhosamente” de Ìyámi (Minha Mãe), maneira apaziguadora de se referir as feiticeiras.

No Brasil tem existindo grande confusão em relação à Ìyámi Òṣòròngà (Divindade Senhora das Feiticeiras, também chamada de Ìyámi Àjẹ́ e Ìyámi Ẹlẹ́yẹ), Ìyámi Ayé (Divindade Terrestre) e principalmente as Àjẹ́ (Feiticeiras), o termo ioruba ÌYÁMI (que literalmente quer dizer MINHA MÃE) é um termo utilizado para referir-se a diversas energias, e é ai onde mora o perigo e resulta nesta enorme confusão encontrada hoje no Brasil, pessoas se declarando Àjẹ́, iniciando-se em Ìyámi e até entrando em transe de algo que desconhecem e inúmeras outras coisas absurdas.

Na Nigéria o culto a Ìyámi Òṣòròngà, consequentemente o culto de Àjẹ́ (feiticeira) e Oṣó (feiticeiro), é secreto e muito restrito a iniciados e as pessoas que são pactuadas nesta energia, e as mesmas não saem declarando isso aos quatro ventos, como ocorre no Brasil. Existindo inclusive, famílias de Ifá na Nigéria que não aconselham a iniciação de pessoas neste culto.

Hoje em dia no Brasil, com a grande disseminação da religião Wicca (religião que respeito bastante), muitas pessoas querem ser bruxas e bruxos e isso acaba percutindo de uma maneira negativa dentro de nossa Religião (Ẹ̀sìn Ìbílẹ̀ Yorùbá), pois, as pessoas acreditam que basta ser iniciado (raridade) ou pactuado no culto a Ìyámi Òṣòròngà e já podem sair por ai se declarando Àjẹ́ = bruxas e Oṣó = bruxos.

Aos incautos, desejo apenas cuidado...

Espiritualmente falando, as Àjẹ́ e Oṣó pertencem ao grupo dos Àjògún, guerreiros que lutam contra o homem e prezam o equilíbrio do Universo, liderados por Èṣù e Ìyámi Òṣòròngà, energias que só devem ser cultuadas por aqueles que possuem equilíbrio, que não é o caso de muitos aqui no Brasil e limites, para que amanhã não acabem tornando-se o alimento destas energias (espíritos).

Essas energias vieram ao mundo pela primeira vez, através do Odù (signo de Ifá) Ọ̀sá méjì (Ọ̀sá Ẹlẹ́yẹ), na cidade nigeriana de Ọ̀tà, Ògún State, Nigéria.

Quando encarnadas, possuem forças espirituais fabulosas, passando a serem respeitadas e muito temidas pela sociedade. Deixando claro que, uma Àjẹ́ de verdade, dificilmente declara-se.

Ìyámi Àjẹ́ são energias que, até mesmo os mais sábios sacerdotes (mẹ̀gùn) ou magos (ọlọ́ògùn) experientes possuem cautela ao manipularem.

Encontramos três tipos de Àjẹ́, assim como Oṣó (o masculino delas).

Àjẹ́ funfun, feiticeiras ligadas ao àṣẹ funfun (branco), são as menos perigosas, mais “sensatas” e proporcionam proteção aos seus, mas deixo claro que, também MATAM, mesmo que seja para proteger.

Àjẹ́ pupa, feiticeiras ligadas ao àṣẹ pupa (vermelho), completamente letais, capazes de causarem doenças, epidemias e grande derramamento de sangue, até a uma comunidade ou família inteira, matam de maneira muito dolorosa.

Àjẹ́ dúdú, feiticeiras ligadas ao àṣẹ dúdú (preto), as mais TEMIDAS, trabalham na madrugada e levam a morte certeira, aos incautos, mais uma vez, CUIDADO...

Quando encarnadas essas forças não se prendem a laços emocionais com ninguém, nem mesmo aos próprios filhos ou entes queridos. Participam de sociedades secretas, sabem transformar seus espíritos em pássaros e vão até a casa de seus inimigos ou de inimigos dos outros promoverem males e se “alimentarem”.

A todos aqueles que gostam de manipular a energia de Ìyámi Àjẹ́ (Ìyámi Òṣòròngà) e de seu séquito = àwọn àjẹ́ (feiticeiras), como se fossem brincadeira de criança, simplesmente para mostrar poder e gerar temor nos outros, cuidado...

Elas são completamente insensíveis e dolorosas...


Apáki ní yéyè’ sòròngà
Ìyá mó ki ó má màà pani
Ìyá mó ki ó má màà sorò
Bá a bá dé siwaju wà ni, bò mi a ò
Ìyá dó tòke igi
Mo omo re wà
Àsási sìpe

Minha mãe senhora dos pássaros, possuidora de asas magnificas
Eu a saúdo, minha mãe, não me mate
Eu a saúdo, minha mãe não me causes perturbações
Se você vem perto de nós, oh, proteja-nos!
Minha mãe que pousa no alto da árvore
Eu sou seu filho
Proteja-me!’

Por Hérick Lechinski (Ọlọ́òrìṣà Ejòtọlà)